DESFILAIS TODOS OS DIAS. ELES TROÇAM DE VÓS. SÓ A DEMOSCIOCRACIA LIBERTARÁ O POVO E O TRABALHO. — Português


Tradução do artigo francês de Jacques Rouchaud

Todos os dias, a rua. Universitários, estudantes do secundário, agricultores, reformados, profissionais de saúde, artesãos, coletes amarelos, barretes vermelhos. Desfilamos, gritamos, erguemos cartazes. E depois?

Nada. Nada muda. À noite, voltais para casa exaustos. No dia seguinte, os mesmos príncipes da República desfilam na televisão. Nas eleições, as mesmas caras, os mesmos partidos, as mesmas promessas repintadas. O governo muda de nome, nunca de método.

Abri os olhos: o sistema foi feito para isso. Deixa-vos gritar, espera que vos canseis e depois continua. Desfilar é suplicar a quem tem o poder que se digne ouvir-vos. Eles não ouvem. Nunca ouvirão.

Parai de pedir. Retomai.

A demosciocracia não é mais um partido nem mais um candidato. Ela suprime o que vos sufoca:

  • Acabaram-se os partidos políticos. Dividem o povo para melhor o governar.
  • Acabaram-se os políticos de carreira. Os representantes são sorteados em cada distrito, por dois anos. Mantêm a sua profissão e regressam a ela. Ninguém vive do poder.
  • O poder parte de baixo. Do distrito ao Conselho do Território, e depois às duas Câmaras, a do Povo e a das Corporações, que controlam e destituem a equipa dirigente.
  • Nenhum poder é permanente. Quem trai é substituído. Ponto final.

Libertar o povo é libertar o trabalho.

Eis o essencial. Hoje, quem trabalha paga e quem governa decide. Amanhã, com a demosciocracia, quem trabalha detém metade do poder. A Câmara das Corporações são os artesãos, os agricultores, os comerciantes, as profissões liberais, as empresas, os profissionais de saúde, os professores, os investigadores. Quem faz viver o país decide finalmente com o povo, em igualdade.

A Constituição é clara: a liberdade é ser livre de pensar, de criar, de trabalhar e de empreender. O trabalho livre, o saber-fazer, o espírito empreendedor: eis a verdadeira riqueza. Não a bolsa. Não as finanças virtuais, que não terão lugar algum na representação.

E quando as máquinas e a inteligência artificial fizerem as tarefas penosas, o tempo libertado pertencerá ao ser humano, não aos acionistas.

Em França e em cada país.

Em Paris, em Madrid, em Buenos Aires, em Seul, os povos desfilam, e em todo o lado os mesmos ficam no lugar. A demosciocracia adapta-se a cada país, à sua população e à sua geografia, com os mesmos princípios.

Guardai a vossa raiva. Mas deixai de a desperdiçar. A rua grita. A demosciocracia decide.

E terminai cada desfile, cada manifestação, cantando juntos o Canto dos Demosciocratas, com a música de A Marselhesa: «A Liberdade, a Igualdade, Viva a Verdade!»
🎵 Ouvir o Canto dos Demosciocratas · Ler a letra

Liberdade — Igualdade — Verdade.
Ninguém é senhor, ninguém é fraco.

Contacto: jacques.rouchaud@me.com

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